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Arquivo da tag: Livros

Dicas aos amigos estudantes

Eu estou em um momento de transição entre o final do Mestrado e início do Doutorado. Chegando a este ponto eu gostaria de compartilhar algumas coisas que aprendi com meus amigos estudantes que querem seguir na vida acadêmica, baseado em tudo que andei observando ao longo destes últimos dois anos.

– Primeiro de tudo, quando vamos fazer um curso seja ele qual for, devemos saber a procedência da instituição. Para os cursos de pós-graduação é importante saber qual o seu conceito. A CAPES é responsável por dar este conceito aos programas de pós-graduação. Este conceito vai de 3 a 7, sendo 7 o mais alto, e mede principalmente a produção cientifica do programa. Então, procure saber qual o conceito da instituição que você deseja se inscrever.

Fique de olho no currículo de seu pretenso orientador, apesar de que muitas coisas devemos fazer sozinhos, o orientador tem um papel muito importante durante a sua jornada. É através dele que você saberá os eventos mais indicados para você participar e submeter trabalhos. Sendo que a qualidade do seu trabalho depende muito da participação dele. Um orientador pode fazer você ter mais ou menos trabalho, ele pode encurtar os caminhos e indicar autores relevantes na sua área. Eu não fiz isso na época que escolhi a minha orientadora, mas tive uma sorte danada porque ela é muito boa no que faz.

– Se você for da Computação, aprenda a usar o Tex. Tex é uma linguagem de programação para criar documentos. Pode parecer estranho dizer isso, mas para criar documentos longos como artigos, monografias e dissertações, é melhor do que os editores de texto comuns como o Word ou o Writer. O Latex (que é um pacote para Tex) tem ótimo suporte para formatação de textos, margens, figuras, tabelas, gráficos e fórmulas matemáticas, e com boa documentação, até o Google Docs já tem suporte para Latex. Muitos professores preferem trabalhar com Latex, portanto se prepare para quando seu professor perguntar: “Você usa Latex?”, você vai responder “com certeza professor!”.

Tenha o hábito de ler em inglês. Se você não tem facilidade com este idioma, tente aperfeiçoar pelo menos a leitura. Os professores só nos passam artigos (e muitas vezes livros) em inglês e se você não conseguir lê-los vai ficar muito difícil. Ler um texto consultando cada palavra no dicionário não é legal. Muitas palestras também são ministradas em inglês, então não tem como fugir.

Não reprove disciplinas. Por mais que as notas (conceitos que vão de A a E) não sejam o fator mais importante num curso de pós não é recomendado que você reprove disciplina alguma. Se você passou a graduação acostumado a reprovar uma disciplina aqui e ali, pode esquecer este hábito. Se você for bolsista aí que o buraco é mais embaixo. Primeiro porque se reprovar vai perder a bolsa imediatamente, se você estiver esperando receber uma bolsa pode esquecer também. E mesmo que você não tenha reprovado uma disciplina, uma nota C, por exemplo, faz o seu orientador olhar torto para você ou mesmo deixar de ser o seu orientador.

Participe da organização de eventos. Participar de eventos científicos permite que você aumente a sua rede de relacionamentos, você poderá conhecer alunos e professores de outras instituições. Quem sabe você não possa fazer um trabalho com um deles. Quando você faz parte da organização de eventos, além de ganhar experiência com essas coisas, você não precisa pagar a inscrição do evento. Lembre-se que, só os eventos locais tem inscrições de 20 a 50 reais. Inscrições de eventos mais relevantes custam muito muito mais, e só a sua bolsa pode não ser suficiente.

Faça o que o seu orientador mandar. Ele sabe mais do que você, acredite. A experiência acadêmica é algo importante, então, não o subestime. Claro que existe o bom senso neste caso, mas lembre-se que a sua bolsa depende dele e que os professores conversam entre si. Mau desempenho em uma disciplina pode chegar aos ouvidos de seu orientador, e não estou falando em fofoca. O seu desempenho ao final do Mestrado reflete no trabalho do orientador, assim como no programa de pós-graduação.

Essas são algumas dicas que acho importante. Se eu for me lembrando de mais coisas eu vou fazendo algumas atualizações.

Aceito sugestões e críticas, cada um tem uma experiência única ao fazer um curso de pós-graduação.

Até a próxima

 
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Publicado por em 19/02/2012 em Aulas na UFRN

 

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Ayrton – o herói revelado

Comecei a ler esse livro uma vez de uma biblioteca, mas não deu muito certo porque ele era muito grande, e a biblioteca em questão não tinha renovação on-line. Então recomecei a leitura depois que consegui comprar a edição de bolso com texto integral por R$ 29,90. Foi um bom preço porque a edição normal tem o tamanho grande e o preço deve ser mais salgado.

Ao terminar de ler “Ayrton – o herói revelado”, pude entender porque o autor usou o nome Ayrton e não Senna. Ele traz ao nosso conhecimento um Ayrton além dos holofotes, uma pessoa muito fiel à família e aos amigos.

O livro inteiro foi feito baseado em muitas (muitas mesmo) entrevistas feitas com as pessoas que fizeram parte da vida do Senna, incluindo o Galvão Bueno e o Reginaldo Leme que eram amigos muito próximos.

A história é contada de forma cronológica, mas também com comentários recentes sobre o respectivo assunto, desde os tempos das brincadeiras de Kart que o levaram a competir no campeonato mundial, categoria que ele não foi campeão. Depois ele passou para Fórmula Ford inglesa, Fórmula 3 e finalmente a Fórmula 1, onde correu por 11 temporadas, de 1984 até 1994.

Em sua trajetória pela Fórmula 1 Ayrton sofreu muito pela sua alta competitividade, ele iniciou em 1984 na fraca equipe Toleman onde praticamente levava o carro “no braço”. Ele conseguiu resultados nunca esperados pela equipe, como um segundo lugar no GP de Mônaco.

No seu segundo ano, depois de alguns bons resultados no ano anterior, Senna foi para a Lotus onde ficou por 3 temporadas e conquistou suas primeiras vitórias. Senna se tornou um fenômeno e foi para a grande Mclaren em 1988, ficou por 6 temporadas e ganhou os seus 3 títulos mundiais. Em 1994 foi para a Williams, seu grande objetivo, mas correu apenas 3 GPs.

Além de descrever toda a sua vida nas corridas, o autor também mostra o que Ayrton fazia fora das pistas, seus relacionamentos, seu casamento rápido no início da carreira, a politicagem na Fórmula 1 e muito mais.

Senna e Xuxa

O livro tem uma leitura muito agradável e detalhada, ótima para os apaixonados pela Fórmula 1, mostrando coisas que vão além das transmissões. Recomendo!

 
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Publicado por em 20/01/2011 em O que estou lendo

 

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Harry Potter 7

Faz tempo que li o livro As Relíquias da Morte, os detalhes não estão frescos na minha memória, deve ser por isso que gostei do filme. Os filmes do Harry Potter sempre são bem feitos, o elenco é bom, inclusive os protagonistas, a parte técnica também é ótima, mas eu nunca gostei muito deles porque sempre esperava uma adaptação mais fiel ao livro e eu não ficava satisfeita com o que via nas telas.

Sombrio

Este filme é sombrio, a atmosfera criada ficou realmente dark, digna de Voldemort, as cenas de ação muito boas, por isso como sempre, eu recomendo a quem puder veja o filme no cinena, na TV o impacto é bem menor, sem contar com o som.

Harry, Rony e Hermione não pegam o Expresso de Hogwarts para mais um ano letivo, Dumbledore não está mais entre eles e ainda deixou uma tarefa árdua e sem muitas instruções, encontrar e destruir as horcruxes que contém pedaços da alma de Voldemort, para somente assim ter uma chance de matá-lo.

O filme é muito bom, às vezes tem um ritmo mais lento, mas penso que é melhor assim do que a correria que acontece em filmes anteriores. A parte emotiva ficou por conta da Hermione, bruxa que nasceu de pais trouxas que nem pode compartilhar seu destino com seus pais, dos quais ela a apaga da memória deles por proteção e os manda numa viagem de férias. Hermione também tem que lidar com as discussões entre Harry e Rony, como sempre ser a cabeça para manter o equilíbrio do grupo.

O que eu acho que eles deixaram muito de lado foi o romance do Harry com a Gina, que desde o filme anterior ficou em segundo ou terceiro plano. Por mais que no livro seja tratado com todo cuidado e de forma suave, no filme não dá para sentir o sentimento dele por ela, que é tão intenso e bonito. Uma pena.

O próximo filme tem de tudo para terminar a tri + tri + um logia muito bem, o final da parte 1 deixou um bom gancho para a continuação, se for tão legal quanto esse está de bom tamanho, e acredito que estará.

 
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Publicado por em 01/12/2010 em O que estou assistindo

 

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O que estou lendo?

Faz um bom tempo que estou sempre lendo algum livro, é questão de hábito. Mesmo que esteja meio sem tempo, sempre o faço mesmo que somente antes de dormir. E não tenho a mínima vergonha de dizer que os últimos livros que li foram Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse e Amanhecer (a famosa saga Crepúsculo).

Tem muita gente que torce o nariz quando digo que estou lendo esses livros, e a maioria delas se você perguntar de volta se ela está lendo algo, a resposta é não, ou então a pessoa fica procurando algum que começou a ler e não terminou. Por essa e outras razões quando carrego comigo um livro que estou lendo eu o coloco com a capa para baixo, para evitar esses tipos de perguntas.

O hábito da leitura melhora o seu vocabulário, tanto para falar como para escrever o que seja. Eu aconselho àqueles que estão sem tempo a tentar, nem que seja durante meia hora do seu dia. Muitos acham que só é bonito ou parece intelectual ler livros difíceis, de autores “importantes para a literatura”, é nada… O importante mesmo é ler alguma coisa, mesmo que sejam histórias em quadrinho.

Eu conheço alguns livros da literatura brasileira, aqueles que temos que ler nas escolas, que caem no vestibular e confesso que não gosto do estilo. Eu li alguns livros de José de Alencar e companhia. Eles tem boas histórias, mas em uma linguagem tão difícil e chata que não dá muito prazer em ler, eu mesma só li porque era obrigatório.

O livro Senhora, por exemplo, tem uma história interessante, mas muito arrastada, morosa, aff, não gostei. Assim como Dom Casmurro de Machado de Assis, esse por curiosidade e por esse motivo comecei-0 umas três vezes e não terminava de tão chato que eu achava, terminei só para acabar com esse fardo, mas não o leria novamente. Memórias Póstumas de Brás Cubas foi da mesmo forma e ficou incompleto (tem um filme que é bacana! “porque bonita se coxa? porque coxa se bonita?”).

Uma vez ouvi uma crítica sobre o fato do Paulo Coelho estar na Academia Brasileira de Letras, afirmando que a leitura dele era muito simples, ô frescura!!! Quer dizer que para ser bom tem que ser difícil? Eu já li vários livros dele e gostei muito. Ele tem uma leitura simples mesmo, mas muito agradável de ser lida. Esses “intelectuais” acham que para o livro ser bom, o leitor tem que ficar com um dicionário do lado para entender o que o texto quer dizer? Fala sério.

Para quem quer ler, o que não faltam são opções, tanto de autores brasileiros como estrangeiros, para quem pode compre livros, para quem não pode, e tem um tempinho, frequente uma biblioteca, eu li quase toda a série Harry Potter em livros emprestados de biblioteca.

Atualmente estou lendo o segundo volume da série Mochileiro das Galáxias, O Restaurante no Fim do Universo. To achando bem divertido, é um livro bem diferente, onde tudo acontece num universo bem além do nosso planeta Terra. E juntamente com esse também estou lendo Twilight, a versão original de Crepúsculo. Além de gostar muito da história, a ponto de estar lendo acho que pela quarta vez, estou melhorando muito meu inglês com isso, unindo o útil ao agradável 🙂 .

 
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Publicado por em 12/09/2010 em Geral

 

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